Pastor Emérito Evandro Meurer
Curitiba – PR, 18 de março de 2026.
O ano de 2026 começou cheio de energias positivas, “fé, esperança e amor”, que só confirmam e desafiam a (re)pensarmos e seguirmos agindo enquanto PROGRAMA AMBIENTAL GALO VERDE (GV). E isso em duas vias de auto avaliação:
1. De que forma, identidade e legalidade, o GV deve seguir sua atuação?
2. Quais os novos e velhos desafios que estão se apresentando como emergentes para o futuro da “Gaia”, nossa “Mãe Terra”?
No âmbito da IECLB o ano novo sempre começa já em novembro, no 1º Domingo de Advento. Nesta data do Ano Eclesiástico é oficialmente lançado TEMA e LEMA para o ano seguinte. (A ICAR, faz isso no 1º Domingo da Quaresma, lançando a Campanha da Fraternidade.) “Cuidar da Criação de Deus” e Apocalipse 7.3 – “Não danifiquem nem a terra, nem o mar, nem as árvores” estão reaquecendo as turbinas na IECLB, num tema que sempre lhe foi muito caro. E como GV, estão revigorando nosso canto,
encanto e “cacarejar”. Nossa presença no “Caderno de Estudos do Tema do ano 2026”, destacado na seleção de exemplos de “Praticas ecológicas na IECLB”, engrandece nossa responsabilidade e missão: colaborar com vista à “Gestão Eclesiástica Sustentável”.
A realização da COP30 no Brasil também foi um animador e motivador importante. A Juventude Evangélica, a Comunidade local e o GV estavam presentes, representados e atuantes: antes, durante e depois. De uma ou de outra forma ajudamos na discussão do “Pacote de Belém”, que buscou consensos sobre metas de emissões e financiamento climático e no olhar para a Amazônia sob a necessidade de uma resposta global urgente à crise climática.
Outra motivação foi quando, via correspondência e incumbência aos Conselhos Sinodais, tivemos acesso, na primeira quinzena de dezembro de 2025, à primeira proposição e versão do Documento “Política de Justiça Socioambiental da IECLB (PJSA)”.
Foi muito gratificante podermos ler, analisar, reagir, opinar e dar sugestões adicionais propositivas ao GT responsável, mas principalmente ver o resultado prático da Moção no Concilio da Igreja, em outubro de 2022, em Cacoal, RO, em que o GV foi, simultaneamente, coadjuvante e protagonista. O texto da moção propôs, entre outras, que o Conselho Diretor da Igreja se ocupasse com a pauta da Questão Ambiental e até o Concílio de 2026 (que acontecerá em Florianópolis-SC de 26 a 30 de agosto de 2026) fizesse novas proposições.
Diante de tudo isso entramos em 2026 refletindo e agindo, fortes e engajadíssimos/as, na pergunta sobre “O futuro do GV”, no que se refere à sua identidade, seus vínculos, sua legalidade, sua oficialidade, sua sustentabilidade, sua organicidade, sua responsabilidade ecumênica e principalmente sua relação com a IECLB. O caminho unanimemente apontado e abraçado na nossa 49ª Reunião do GV no dia 30 de janeiro de 2026, foi no sentido de que abraçássemos a meta de apresentar aos Conciliares do XXXV Concílio, o GV como um Setor de Trabalho da IECLB, a exemplo de como já caminha a OASE, a LELUT, a Diaconia e a JE.
Mas também a pauta da contribuição do “GV no futuro” de nosso Planeta, de nosso Mundo, de nossa querida “Mãe Terra”, diante dos sempre novos desafios, realidade e ameaças. Entendemos que nosso Slogan se torna REAFIRMADO e REVITALIZADO neste “kairós” eclesial e global:
